ESTAMOS DE VOLTA

Prezados amigos!

Após um longo período de silêncio, estamos de volta!

Voltamos com um novo perfil, mais solto, menos burocrático e bem mais democrático. Saímos daquela coisa engessada de “formalidade politicamente correta”. Vocês perceberão em nossas novas postagens.

Nosso site fez e faz falta para muita gente que precisa e busca informações fidedignas sobre o HTLV. Vamos procurar mantê-lo atualizado das informações mais relevantes sobre o HTLV e outras ISTs.

Nossa população anda muito descuidada e desinformada sobre infecções sexualmente transmissíveis que estão por aí há mais de três séculos. Tal situação de ignorância tem feito com que um número muito grande de pessoas adoeça, sem que tenham a quem recorrer ou onde se tratar, pois o nosso sistema de saúde pública está deteriorado, podre, falido e totalmente corrompido.

Nosso foco é o HTLV, mas não podemos nos abster de passar informações sobre outras gravíssimas ISTs como, por exemplo, o HIV, pois estamos todos “no mesmo barco”.  Não temos assistência, as informações são truncadas ou nem chegam onde deveriam, não temos medicamentos, somos discriminados pelos próprios profissionais de saúde e vivemos a margem da sociedade. Enfim, precisamos informar, orientar sobre prevenção, cuidar e vigiar pois apenas uma minoria seleta tem poder aquisitivo para ser tratado em Hospitais famosos, que não saem da mídia, que conseguem tirar do coma pacientes do século XVIII. Obviamente vai depender da conta bancária do sujeito.

Então, para começar, vamos compartilhar com vocês a resenha de uma Roda de Conversa sobre Prevenção Combinada, da qual participamos na Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, no dia 14 de maio e foi postada em nossa página do Face.

“Denise Pires, Gerente Estadual do Programa de HIV/AIDS do RJ, abriu a reunião se apresentando e informando que o objetivo principal da reunião, era identificar as principais dificuldades para trabalhar a prevenção com os jovens.
Claudia Fonseca, Consultora da UNESCO no Estado, nos apresentou a mandala sobre Prevenção Combinada, tema da discussão.
Várias falhas foram apontadas no programa. O Estado tem um programa de prevenção que, na prática, não funciona. Fomos unânimes em pontuar a falta de insumos preventivos na rede básica de saúde; a desinformação dos profissionais de saúde que apenas seguem um protocolo engessado, sem terem o mínimo conhecimento do que estão fazendo; o aumento de jovens infectados pelo HIV em áreas mais vulneráveis, por falta de acesso as informações; a dificuldade em trabalhar a prevenção nas Escolas por conta da burocracia; o estigma e preconceito às pessoas vivendo com HIV/AIDS por parte de profissionais de saúde que trabalham nas redes básicas de saúde, o que é um absurdo, pois o HIV foi descoberto no século passado e as informações estão aí para quem quiser saber mais sobre o tema. Foi sugerido que os materiais informativos devem ser elaborados em conjunto com a Sociedade Civil, para que tenham uma linguagem mais palatável, sem termos muito técnicos para que possam realmente atingir todas as “tribos”.
Enfim respondemos a um questionário em grupo, sobre cada item da mandala e as dificuldades que encontramos no dia-a-dia em nossas Cidades, com relação à prevenção, informação, distribuição de insumos, atendimento PeP e PreP, testagem e acolhimento. Claro que foi uma “salada de frutas”, mas por unanimidade, vou classificar da seguinte forma os pontos negativos:
1º Distribuição de insumos;
2º Acesso aos jovens (de 12 a 23 anos);
3º Desinformação dos profissionais de saúde;
4º Acolhimento;
5º Atendimento Pep e PreP.
Nossas sugestões foram anotadas e serão apresentadas aos Gestores responsáveis pela Saúde no Rio. Agora vamos aguardar um novo encontro para sabermos o que será possível fazer e o que é inviável.
Agradeço a Gerência de HIV/AIDS –HV do Rio de Janeiro, pelo convite para participar de uma conversa bem dinâmica!
Ahhhh, vocês querem saber sobre o HTLV? Pois é, mais uma vez me incluíram no pacote de HIV/AIDS e o HTLV ficou fora da discussão. Mas é claro que dei uma “aula” sobre o agravo e como está à prevalência no Estado do Rio, ou eu não seria a Sandra Do Valle!!!”

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