REPORTAGEM DO JORNAL DA RECORD DO DIA 22/01/2013

Olá pessoas!!!

Ontem foi ao ar no JORNAL DA RECORD, uma matéria sobre a descoberta de um novo subtipo de HTLV 1, classificado como HTLV 1-b. Descoberta feita por pesquisadores da FIOCRUZ, em um indivíduo do Rio de Janeiro. Alguém sabia que existem subtipos de HTLV? Pois é!!!  Vou explicar para vocês sobre o “alfabeto” do HTLV: até agora são admitidos sete subtipos genéticos do vírus (a – g), porém, o sequenciamento completo do genoma é conhecido apenas para os subtipos HTLV-1a (Cosmopolita) e HTLV-1c (Melanésio)

(Fonte: http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=102942:sequenciamento-genetico-do-virus-htlv-1b-e-concluido-por-pesquisadores-brasileiros-&catid=47:cat-saude&Itemid=328)

Enquanto milhões de reais e dólares são gastos para descobrir se o HTLV vai até a última letra do alfabeto, nenhum centavo de real é gasto para disponibilizar o teste na rede pública de saúde e nos exames do pré-natal preconizados pelo Ministério da Saúde! Isso porque o HTLV é endêmico no Brasil, imaginem se não fosse!!!!

Eu, enquanto presidente do Grupo Vitamóre, fui convidada para ser “a personagem” da matéria, assim fui denominada pela entrevistadora. Embora tenha sido um upgrade na temática HTLV e ter sido veiculada nacionalmente, a informação foi incompleta. A forma como foi apresentada, para quem não conhece o HTLV, foi assustadora.

A divulgação da existência de um novo subtipo foi, no mínimo, espantosa se pensarmos que os que já existem, estão fazendo muitos estragos na população, por falta de políticas de saúde pública e desinformação. Imaginem saber, em rede nacional, que um indivíduo no Rio de Janeiro, cidade turística que recebe pessoas do mundo inteiro, é portador de um novo subtipo de HTLV e, segundo palavras da pesquisadora, “ …..ele pode se restringir aí……..esse indivíduo pode não transmitir esse vírus pra ninguém ou pode ser o início lento e progressivo do espalhamento de um novo subtipo em uma determinada região geográfica……”!!!!!!

O meu papel, enquanto multiplicadora de informações, é reforçar que a prevenção é o único remédio para combater o vírus. Não sabemos quem é o indivíduo portador de um novo subtipo e nem em que condições físicas ele chegou até o IPEC/FIOCRUZ. Acredito que ele já tenha infectado outras pessoas, antes de saber ser portador, da mesma forma que aconteceu com ele. Isso acontece simplesmente pela falta de divulgação, por parte dos órgãos governamentais da saúde pública nas 3(três) esferas, pela negligência com uma doença de tamanha gravidade, pela falta de campanhas educativas, informativas e impactantes  focadas para o HTLV e não só para o HIV/AIds.

O Carnaval está chegando, no segundo semestre o Rio de Janeiro sediará vários eventos internacionais e até agora eu não vi nenhuma ação preventiva sobre qualquer DST a nível nacional. Vejo sim, as ONGs preocupadas com a situação, tentando conseguir apoio financeiro para mobilizações, enfim, a responsabilidade sempre fica por conta da sociedade civil. Nós é que fazemos “os 12 trabalhos de Hércules”, passando a sacolinha e raspando o fundo do tacho.

Bom, espero que a equipe de jornalismo da Rede Record, sinta-se na responsabilidade de esclarecer melhor ao público, uma reportagem de foi ao ar apenas para preencher a pauta do dia, sem os mínimos cuidados necessários para esclarecer melhor o que é o HTLV.

Sandra do Valle

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