A culpa é sempre do SUS

Olá pessoas!!!

O que vou postar aqui é a constatação de um fato que, infelizmente, poucos conhecem. O SUS funciona!!!

Temos o privilégio de usufruir de um Sistema Único de Saúde que só existe no Brasil e, por incrível que pareça, funciona perfeitamente atendendo aos objetivos para o qual foi destinado. O que não funciona é a gestão do Sistema. Não estou generalizando, mas são dois pesos e duas medidas, dependendo da gestão da Instituição de Saúde que atende o programa.

Em algumas, o atendimento é de primeiro mundo, acolhimento perfeito, em outras é a visão do inferno. Falo isso com propriedade, pois já passei pelas duas situações como usuária do SUS. Também recebo inúmeras reclamações de pacientes sobre a mesma discrepância nos ambulatórios em que são atendidos.

Minha opinião é que o erro começa na gestão e vai minando os funcionários, como um efeito cascata.  É como se todos ali estivessem prestando um grande favor ao paciente.


“A Constituição da República Federativa do Brasil prevê a saúde como bem jurídico e direito social, e, ainda, como direito fundamental, outorgando-lhe uma proteção jurídica especial. Para tanto, consagrou as ações e os serviços de saúde como de “relevância pública” e definiu entre as funções institucionais do Ministério Público, a de zelar pelo efetivo respeito aos serviços de relevância pública e aos direitos assegurados na Constituição, promovendo as medidas necessárias à sua garantia (CF/88, art. 129, II).”


O grande problema é que o paciente não conhece os seus direitos. Por uma questão de conveniência, as informações sobre os direitos dos pacientes são divulgadas de forma obscura, quase  oculta, lá no rodapé do quadro de avisos com letras bem miúdas.  Poucas Instituições distribuem uma cartilha informando os direitos dos usuários do SUS. O que deveria ser rotina em qualquer consulta, passou a ser “luxo” das Instituições que o fazem.

De um modo geral o paciente é constrangido já no balcão da recepção, depois ele passa a fazer o papel de “bobo da corte”, pois nunca é orientado corretamente a dar o segundo passo. Já encontrei paciente dentro de uma Instituição muito grande, que estava há horasss rodando sem saber onde ficava o laboratório. Cada funcionário apontava uma direção diferente. Tem também a fase do atendimento médico: entre a cadeira do paciente e o médico que o está atendendo, existe um “muro” tão alto, que o médico não consegue olhar e nem ouvir o paciente como deveria. O resultado é uma insatisfação, um sentimento de inferioridade que muitas vezes leva o paciente a abandonar o tratamento.

Pessoas, repito, o SUS funciona quando a Instituição tem uma boa gestão. Não existe isso de faltar verba para remédios, faltar leito, faltar roupa de cama, fracionar medicamentos, optar por aquele que tem maior chance de viver, equipamentos quebrados, etc. Para o SUS essas situações não existem, o que existe é um câncer chamado “desvio de verbas da saúde”; o que existe são pessoas hipócritas, que fizeram o Juramento de Hipócrates, mas acham mais fácil cumpri-lo em seus consultórios cobrando consultas caríssimas, do que atendendo na rede pública de saúde. Em alguns lugares, os pacientes são números e não seres humanos. Números escritos a lápis porque é mais fácil de apagar.

Abraços solidários a todos e um 2012 com mudanças significativas para todos nós!!!

Sandra do Valle
Presidente do Grupo Vitamóre.

Fonte: http://www.mp.rj.gov.br/portal/page/portal/Internet/Areas_de_Atuacao/Saude

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